Resumo executivo
O Cascavel.App é a plataforma digital própria da Secretaria Municipal de Educação de Cascavel (SEMED), desenvolvida internamente e em operação contínua desde setembro de 2023. Ela reúne, em um único endereço público (www.cascavel.app), os serviços digitais, os fluxos de informação e os painéis de transparência da rede municipal de ensino — hoje 126 Instituições de Ensino, cerca de 34 mil estudantes e mais de 4 mil servidores.
A plataforma nasceu para resolver um problema clássico da gestão pública municipal: a informação educacional existia, mas estava dispersa em planilhas, formulários avulsos, e-mails, grupos de mensagem e documentos em papel, sem rastreabilidade, sem padronização e sem controle de acesso. Cada demanda nova — uma inscrição em formação continuada, um levantamento de estrutura física, um pedido de uniforme, o acompanhamento de um caso de evasão escolar — gerava um artefato isolado, consumia trabalho manual de consolidação e produzia um dado que morria logo depois de ser usado, sem rastreabilidade.
Em vez de contratar um sistema fechado por módulo, a SEMED optou por construir uma plataforma única, modular e extensível. Cada necessidade da rede vira um módulo dentro da mesma base: mesma autenticação institucional, mesmo controle de acesso, mesmo banco de dados, mesma identidade visual, mesmas regras de privacidade. Hoje são mais de 40 módulos públicos e cerca de 30 módulos internos de gestão, cobrindo desde transparência escolar, Plano Municipal de Educação, calendário e gestão completa de eventos, certificados e comprovantes de presença, até planejamento de turmas, salas de aula, educação especial, evasão escolar, rede de proteção social, manutenção predial, uniformes escolares e avaliações institucionais.
O ganho central é de gestão da informação: o dado passa a ser coletado uma vez, na origem, pela pessoa que o conhece, e fica disponível — com controle de acesso por módulo — para quem precisa dele, sem retrabalho de consolidação. O mesmo cadastro de Instituições de Ensino alimenta o portal público de transparência, o planejamento de turmas e o acompanhamento de casos. O mesmo registro de presença em formação continuada gera o comprovante para o servidor, o certificado validável por terceiros e o indicador de participação para a gestão.
Em volume, a plataforma acumula mais de 133 mil registros de presença em formações (5.918 servidores distintos), 67 mil pedidos de uniforme processados, mais de 52 mil certificados emitidos, 60 mil respostas de avaliações institucionais, 27 mil respostas na avaliação semestral da Secretaria e mais de 20 mil inscrições em eventos, distribuídos por 163 tabelas de dados. O acesso às áreas restritas é concedido por módulo usuários institucionais, com 585 vínculos usuário-módulo ativos — o que torna o acesso auditável.
O impacto se dá em três frentes. Transparência ativa: informações que antes só existiam internamente — estrutura das Instituições de Ensino, dados educacionais, construção do Plano Municipal de Educação 2026–2036, organograma, plano de ação — passaram a ter páginas públicas permanentes, sem necessidade de pedido de acesso à informação. Eficiência administrativa: processos que consumiam semanas de consolidação manual em planilhas passaram a ser instantâneos, liberando equipes para o trabalho finalístico. Escuta e participação: consultas públicas, avaliações institucionais e a avaliação semestral da própria Secretaria criaram canais recorrentes e estruturados de escuta de servidores, famílias e estudantes.
A plataforma é mantida com custo de infraestrutura marginal, sobre serviços de nuvem com camada gratuita ou de baixo custo, sem licenciamento por usuário e sem dependência de fornecedor: o código é da Secretaria, o banco de dados é da Secretaria, e a evolução acompanha o ritmo da demanda real da rede, e não o ciclo de contratação de um fornecedor externo.
Vídeo explicativo
Motivação e Justificativa
A Secretaria Municipal de Educação de Cascavel administra uma rede de 126 Instituições de Ensino — escolas, CMEIs e CEIs — com cerca de 34 mil estudantes e mais de 4 mil servidores. Uma rede desse porte produz um fluxo contínuo e volumoso de informação: matrículas e turmas, estrutura física, formação continuada, uniformes, alimentação, casos de educação especial, situações de evasão e vulnerabilidade social, avaliações institucionais, manutenção predial.
Até 2023, esse fluxo era operado essencialmente por meios genéricos. Levantamentos eram feitos em formulários de terceiros, cujas respostas eram exportadas para planilhas manipuladas por várias pessoas ao mesmo tempo. Comunicados e prazos circulavam por e-mail e grupos de mensagens. Documentos que precisavam de assinatura ou comprovação circulavam em papel. Certificados de formação continuada eram produzidos e reenviados manualmente. Cada área tinha sua própria lista de Instituições de Ensino, com grafias e recortes diferentes.
Esse arranjo gerava cinco problemas concretos de gestão da informação:
- Ausência de fonte única de verdade. Não existia um cadastro canônico de Instituições de Ensino, de servidores ou de turmas. Números diferentes para a mesma pergunta chegavam de setores diferentes, e a conciliação consumia dias de trabalho a cada demanda.
- Dado descartável. Cada levantamento produzia uma planilha que servia a um relatório e depois era arquivada. A informação não se acumulava em série histórica, o que impedia comparação entre períodos e tornava impossível medir o efeito de qualquer decisão de política educacional.
- Retrabalho de consolidação. O trabalho qualificado das equipes era gasto em copiar, colar, padronizar e somar — não em analisar. Um levantamento de estrutura física em 126 unidades podia consumir semanas de tabulação manual.
- Controle de acesso inexistente ou informal. Planilhas compartilhadas por link não distinguem quem pode ver o quê. Em áreas sensíveis — educação especial, evasão escolar, rede de proteção, dados de saúde do trabalhador — isso é um risco real de exposição de dados pessoais, incompatível com a LGPD.
- Opacidade involuntária. Informação que poderia ser pública — perfil de cada Instituição de Ensino, estrutura, dados educacionais, plano de ação da Secretaria — permanecia inacessível ao cidadão simplesmente porque não havia onde publicá-la com a organização e interativid. Cada pedido de acesso à informação virava um trabalho artesanal de busca.
A alternativa convencional seria contratar sistemas de mercado, módulo a módulo. Essa rota enfrentava obstáculos conhecidos: custo de licenciamento proporcional ao número de usuários (alto, em uma rede com milhares de servidores), prazos longos de contratação incompatíveis com demandas que surgem no meio do ano letivo, rigidez para adaptar o sistema à realidade local, dependência de fornecedor para qualquer mudança, e — o problema mais sério do ponto de vista da gestão da informação — a fragmentação: cada sistema com seu próprio cadastro, seu próprio login, seu próprio banco, sem interoperabilidade entre eles.
A oportunidade que motivou o Cascavel.App foi outra: a constatação de que a Secretaria já dispunha, internamente, da capacidade técnica necessária para construir o que precisava. Tecnologias abertas e maduras e serviços de nuvem tornavam possível, em 2023, colocar de pé uma aplicação de porte real.
Vale registrar a cronologia, porque ela importa para a leitura da prática: a plataforma começou a ser construída em setembro de 2023, antes de o desenvolvimento assistido por inteligência artificial existir de forma prática. A arquitetura, o modelo de dados e os primeiros anos de módulos são trabalho humano direto. A IA foi incorporada depois, ao fluxo de manutenção, como ampliação da capacidade da equipe, acelerando o desenvolvimento. Cascavel.App foi viabilizado pela decisão de gestão somada a capacidade técnica interna.
- 4 - Educação de qualidade
- 10 - Redução das desigualdades
- 16 - Paz, justiça e instituições eficazes
O Cascavel.App se distingue de iniciativas semelhantes em quatro aspectos.
- Plataforma única em vez de portfólio de sistemas. A maioria das secretarias municipais digitaliza processo a processo, contratando ou adotando uma ferramenta por necessidade. O resultado são silos: cadastros duplicados, logins múltiplos, dados que não conversam. O Cascavel.App inverte a lógica — existe uma base comum (cadastro de Instituições de Ensino, autenticação institucional, controle de acesso, banco de dados, identidade visual, política de privacidade) e cada demanda entra como módulo sobre essa base. Hoje são mais de 70 módulos compartilhando a mesma infraestrutura. O efeito é cumulativo: o custo de atender à próxima necessidade da rede cai a cada módulo construído, e o dado produzido por um módulo já nasce disponível para os demais.
- Desenvolvimento interno, sem dependência de fornecedor. O código, o banco de dados e a operação são da Secretaria. Isso muda o regime de manutenção: uma correção ou um ajuste solicitado por uma Instituição de Ensino pode entrar em produção no mesmo dia, sem ordem de serviço, sem aditivo contratual e sem fila de fornecedor. Ao longo de quase três anos, foram mais de 2.200 alterações versionadas no código — um ritmo de evolução que acompanha o calendário letivo, e não o calendário de contratação.
- Segurança e privacidade tratadas como arquitetura, não como aviso. O acesso às áreas restritas é concedido por módulo, em cadastro auditável (hoje 250 usuários com 585 vínculos usuário-módulo); a autenticação usa exclusivamente o e-mail institucional via OAuth, sem senhas próprias armazenadas; CPFs são exibidos anonimizados em toda interface, listagem e exportação; o sistema utiliza apenas cookies estritamente necessários, sem rastreamento de terceiros; e há política de privacidade pública e backup diário do banco. Em módulos com dados sensíveis — saúde do trabalhador, avaliação de riscos psicossociais — o desenho impede a identificação individual por construção, e não por promessa.
- Transparência como subproduto automático da gestão, não como esforço adicional. No modelo tradicional, publicar informação é uma tarefa extra: alguém precisa extrair, formatar e subir o dado. No Cascavel.App, o mesmo cadastro que a Instituição de Ensino preenche para a gestão interna alimenta diretamente sua página pública no portal de transparência. Isso elimina a defasagem entre o dado interno e o dado publicado, e elimina o custo marginal de publicar — que é a razão pela qual a transparência ativa costuma parar no mínimo legal.
O conjunto desses elementos é o que caracteriza a iniciativa como boa prática: não é a digitalização de um processo, é um modelo de organização da informação educacional municipal, documentado, testado, em operação estável há quase três anos e já em expansão para outras secretarias.
Contexto e Alcance
Município de Cascavel (PR), por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), responsável pela concepção, desenvolvimento, manutenção e operação da plataforma.
O público-alvo direto da plataforma é composto pelos órgãos e setores que operam a informação educacional municipal:
- Secretaria Municipal de Educação de Cascavel — Gabinete, Departamento Pedagógico, Departamento Administrativo, Departamento Financeiro e demais setores, que utilizam os módulos internos para planejamento, monitoramento e tomada de decisão.
- As 126 Instituições de Ensino da rede municipal — Escolas e Centos Municipais de Educação Infantil, representadas por suas equipes gestoras (direção, coordenação pedagógica e secretaria escolar), que registram e consultam dados de sua unidade.
- Os mais de 4 mil servidores da educação municipal, que utilizam a plataforma para inscrição em formação continuada, comprovantes de presença, certificados, consulta de e-mail institucional, férias e avaliação institucional.
- Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) do Município, em módulos específicos de gestão de pessoas e saúde do trabalhador.
O público-alvo direto da plataforma é composto pelos órgãos e setores que operam a informação educacional municipal:
- Secretaria Municipal de Educação de Cascavel — Gabinete, Departamento Pedagógico, Departamento Administrativo, Departamento Financeiro e demais setores, que utilizam os módulos internos para planejamento, monitoramento e tomada de decisão.
- As 126 Instituições de Ensino da rede municipal — Escolas e Centos Municipais de Educação Infantil, representadas por suas equipes gestoras (direção, coordenação pedagógica e secretaria escolar), que registram e consultam dados de sua unidade.
- Os mais de 4 mil servidores da educação municipal, que utilizam a plataforma para inscrição em formação continuada, comprovantes de presença, certificados, consulta de e-mail institucional, férias e avaliação institucional.
- Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) do Município, em módulos específicos de gestão de pessoas e saúde do trabalhador.
Cascavel, Paraná — Brasil.
A plataforma opera em toda a extensão do município, abrangendo as 126 Instituições de Ensino da rede municipal, distribuídas na área urbana e no campo.
Resultados e Impacto
Objetivo 1 — Constituir fonte única de informação da rede municipal de ensino. Alcançado. A plataforma consolidou em uma base única o cadastro das 126 Instituições de Ensino, dos mais de 4 mil servidores e de cerca de 34 mil estudantes, distribuídos em 163 tabelas de dados. O mesmo cadastro alimenta simultaneamente os módulos internos de gestão e as páginas públicas de transparência, eliminando divergência entre o dado interno e o publicado.
Objetivo 2 — Digitalizar os fluxos de informação recorrentes da Secretaria. Alcançado e em expansão. Mais de 70 módulos em operação, cobrindo: transparência escolar, Plano Municipal de Educação, calendário de eventos, inscrições, presenças, certificados, planejamento de turmas, salas de aula, educação especial, evasão escolar, rede de proteção, manutenção predial, uniformes escolares, avaliações institucionais, férias, hora extra, organograma e comunicação institucional.
Objetivo 3 — Eliminar retrabalho de consolidação manual. Alcançado. Processos antes operados em planilhas passaram a ser registrados na origem e consolidados automaticamente. Volumes acumulados que antes exigiriam tabulação manual:
| Fluxo | Registros acumulados |
|---|---|
| Registros de presença em formação continuada | 133.598 (5.918 participantes distintos) |
| Pedidos de uniforme escolar processados | 67.214 |
| Certificados emitidos | 52.113 |
| Respostas de avaliações institucionais | 60.331 |
| Respostas da avaliação semestral da SEMED | 27.770 |
| Inscrições em eventos e formações | 20.090 |
| Eventos gerenciados na plataforma | 182 (desde 2022) |
Só nos últimos dois anos (2025–2026), foram 85.536 registros de presença em formação continuada.
Objetivo 4 — Estabelecer controle de acesso auditável sobre dados sensíveis. Alcançado. O acesso às áreas restritas passou a ser concedido nominalmente por módulo: hoje são 250 usuários institucionais com 585 vínculos usuário-módulo, geridos em módulo próprio de controle de acesso, sobre autenticação exclusivamente institucional. Dados pessoais sensíveis passaram a ter tratamento arquitetural — CPF anonimizado em toda a interface, Row Level Security em todas as tabelas e desenho que impede identificação individual nos instrumentos de saúde do trabalhador.
Objetivo 5 — Ampliar a transparência ativa para além do mínimo legal. Alcançado. Portal público de transparência com página por Instituição de Ensino, publicação do Plano Municipal de Educação 2026–2036 e de sua construção participativa, organograma, plano de ação e canais de comunicação institucional — todos acessíveis sem cadastro e sem pedido formal de acesso à informação.
Objetivo 6 — Sustentar a plataforma com equipe mínima e custo marginal. Alcançado. Mais de 2.200 alterações versionadas no código desde setembro de 2023, sustentadas por 89 suítes de teste automatizado e 59 documentos de contexto por módulo, sobre infraestrutura de nuvem sem licenciamento por usuário.
A arquitetura da plataforma é modular por construção: cada nova necessidade entra como módulo sobre uma base comum de cadastro, autenticação, controle de acesso e banco de dados. Isso já foi demonstrado na prática — a plataforma passou de um punhado de módulos, em 2023, para mais de 70 módulos em 2026, sem reestruturação da base, e ampliou seu escopo para além da Educação, sendo hoje utilizada também pela Secretaria de Planejamento e Gestão do Município.
Do ponto de vista de infraestrutura, a plataforma opera sobre serviços de nuvem com escalabilidade elástica e sem licenciamento por usuário, o que significa que atender ao dobro de usuários não implica dobrar custo de licença. O crescimento em volume de dados já foi testado na prática: a base acumula mais de 700 mil registros nas suas maiores tabelas, sem degradação de desempenho.
O único fator limitante à escalabilidade não é técnico, mas de capacidade de equipe.
A prática é replicável em dois níveis, com graus diferentes de facilidade.
O modelo é altamente replicável: a decisão de construir uma plataforma única e modular internamente, com base comum de cadastro e controle de acesso, desenvolvimento assistido por IA e salvaguardas de documentação e testes, pode ser adotada por qualquer secretaria municipal de educação. Ela não depende de porte, de orçamento elevado ou de equipe grande, mas depende de decisão de gestão e de uma pessoa com perfil técnico. Municípios de porte semelhante ao de Cascavel enfrentam exatamente os mesmos problemas e a mesma restrição de equipe.
A plataforma foi construída sobre tecnologias abertas e padrões amplamente adotados, mas incorpora regras específicas da rede municipal de Cascavel, como nomenclatura, estrutura de departamentos, fluxos e formulários próprios. Uma adoção por outro município exigiria trabalho de adaptação, não apenas instalação.
A nota 3, e não 4, reflete honestamente esse ponto: a replicação do modelo é imediata; a do código exige esforço de customização e alguém capaz de mantê-lo localmente.
Do ponto de vista técnico, a continuidade é protegida por três salvaguardas deliberadas: o código é integralmente versionado e pertence à Secretaria; 89 suítes de teste automatizado travam as regras críticas de arquitetura, segurança e negócio, impedindo que uma alteração futura quebre silenciosamente o que já funciona; e 59 documentos de contexto distribuídos pelo repositório registram, módulo a módulo, as regras, os fluxos e as armadilhas conhecidas — o que reduz drasticamente o custo de outra pessoa assumir a manutenção. Há ainda rotina de backup diário do banco de dados.
A nota 3, e não 4, reflete o fator de risco real: a manutenção evolutiva depende hoje de equipe técnica muito enxuta. As salvaguardas acima mitigam esse risco. Documentação, testes e código próprio tornam a plataforma transferível, mas a dependência ainda existe e a resposta definitiva passa por formalizar a estrutura de manutenção dentro da Secretaria.
Impacto sobre a administração pública municipal. A plataforma alterou o modo como a Secretaria Municipal de Educação produz e usa informação. O dado deixou de ser coletado sob demanda, para atender a um relatório específico, e passou a ser registrado na origem, por quem o conhece, e a permanecer disponível em série histórica. Isso teve três efeitos encadeados: decisões de planejamento — de turmas, de estrutura física, de distribuição de uniformes, de alocação de formação continuada — passaram a partir de dado atual e verificável; o tempo de resposta a demandas de órgãos de controle, do Ministério Público e da imprensa caiu, porque a informação está estruturada e não precisa ser reconstituída; e o trabalho qualificado das equipes deixou de ser consumido por tabulação manual.
Nos últimos dois anos, o volume operado pela plataforma dá a dimensão dessa mudança: 85.536 registros de presença em formação continuada desde 2025, 67 mil pedidos de uniforme processados, mais de 60 mil respostas de avaliações institucionais e 27 mil respostas na avaliação semestral da Secretaria. Cada um desses números representa um fluxo que antes seria operado, ou tabulado, à mão.
Impacto sobre a transparência e o controle social. A informação educacional municipal deixou de ser acessível apenas mediante pedido. O portal de transparência escolar dá a cada uma das Instituições de Ensino uma página pública permanente. A construção do Plano Municipal de Educação 2026–2036 — instrumento decenal que orienta toda a política educacional do município — foi feita com etapas públicas de consulta, contribuição e votação registradas na plataforma. Consultas públicas específicas sobre a política educacional receberam contribuições diretas da comunidade escolar (a consulta sobre o mandato de diretores registrou 1.949 contribuições).
Impacto sobre a comunidade escolar. Servidores da rede passaram a acessar comprovantes de presença, certificados de formação continuada validáveis por terceiros e informações funcionais diretamente, sem intermediação e sem solicitação por e-mail — foram mais de 52 mil certificados emitidos. Famílias passaram a solicitar uniformes escolares digitalmente, com atendimento em português, inglês e espanhol, o que remove uma barreira concreta de acesso para famílias estrangeiras residentes no município. E os instrumentos de avaliação institucional criaram um canal recorrente e estruturado pelo qual famílias, estudantes e servidores se manifestam sobre suas Instituições de Ensino.
Impacto sobre a proteção de dados pessoais. A migração de planilhas compartilhadas para uma plataforma com controle de acesso nominal por módulo representa, por si só, um ganho relevante de conformidade com a LGPD. Áreas que lidam com dados sensíveis — educação especial, evasão escolar, rede de proteção, saúde do trabalhador — passaram a operar com acesso restrito e auditável, CPF anonimizado em toda interface e desenho que impede identificação individual onde ela não é necessária.
Impacto potencial e desenvolvimento de tecnologia. A plataforma já demonstrou capacidade de atravessar fronteiras setoriais. O potencial mais amplo, porém, é de método: o Cascavel.App demonstra que uma secretaria municipal de educação pode construir e sustentar internamente uma plataforma de gestão da informação de porte real, com equipe mínima, custo marginal e salvaguardas de qualidade — algo que, até recentemente, se considerava viável apenas mediante contratação de fornecedor. Esse resultado é diretamente transferível para os milhares de municípios brasileiros.
Informações complementares
Governança da informação. O acesso às áreas restritas é concedido por módulo, em cadastro nominal gerido em módulo próprio de controle de acesso da plataforma — hoje 250 usuários institucionais e 585 vínculos usuário-módulo, sobre 43 módulos com acesso controlado. A autenticação é exclusivamente institucional, por OAuth com o e-mail corporativo do servidor, sem armazenamento de senhas próprias. Todas as tabelas do banco operam com Row Level Security ativa, e o acesso aos dados ocorre apenas em ambiente de servidor, nunca diretamente do navegador do usuário. CPFs são exibidos anonimizados em toda interface, listagem e exportação. A plataforma utiliza apenas cookies estritamente necessários — autenticação e preferência de tema —, sem rastreamento de terceiros, e publica política de privacidade em conformidade com a LGPD (Lei nº 13.709/2018), com canal de contato para exercício dos direitos do titular.
Governança do desenvolvimento. Todo o código é versionado em repositório Git, com histórico completo de mais de 2.200 alterações desde setembro de 2023. As alterações de estrutura do banco de dados são registradas como arquivos de migração versionados. A qualidade é sustentada por três mecanismos automatizados: 89 suítes de teste (arquitetura, contratos de dados e regras de negócio), verificação estática de tipos e padronização automática de código. Os testes de arquitetura travam invariantes que nenhuma revisão manual pegaria de forma confiável — por exemplo, que nenhuma página seja renderizada no cliente e que consultas ao banco não ocorram no navegador. A documentação técnica é distribuída em 59 arquivos de contexto ao longo do repositório, um por módulo relevante, registrando regras locais, permissões e armadilhas conhecidas. Há rotina automatizada de backup diário do banco de dados.
Tecnologias. Aplicação web construída em Next.js 16 (App Router) com React 19 e TypeScript. Banco de dados PostgreSQL e armazenamento de arquivos em nuvem. Autenticação via NextAuth com provedor Google OAuth institucional. Interface em Tailwind CSS, com suporte a tema claro e escuro e desenho responsivo para uso em celular — determinante para a adesão da rede. Validação de dados com Zod, formulários com react-hook-form, tabelas com TanStack Table, gráficos com Recharts, geração de documentos em PDF, mapas com Leaflet e internacionalização com next-intl (português, inglês e espanhol) no módulo de uniformes escolares. Testes com Vitest. Hospedagem em plataforma de nuvem com implantação contínua a cada alteração aprovada.
Plataforma em operação (acesso público, sem cadastro):
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- Página inicial da plataforma — https://www.cascavel.app
- Portal de Transparência Escolar — https://www.cascavel.app/transparencia
- Plano Municipal de Educação 2026–2036 — https://www.cascavel.app/pme
- Calendário de Eventos — https://www.cascavel.app/calendario-de-eventos
- Comprovantes de presença (matricula de exemplo: 21491) — https://www.cascavel.app/presencas
- Certificados de participação (matricula de exemplo: 21491) — https://www.cascavel.app/certificados/servidores
- Diretrizes Curriculares da Educação do Campo — https://www.cascavel.app/curriculo-e-diretrizes/diretrizes-campo
- Na Mídia (acervo de repercussão na imprensa) — https://www.cascavel.app/na-midia
- SemedCast (podcast institucional) — https://www.cascavel.app/semedcast
- Notícia sobre coleta de pedidos de uniformes: https://catve.com/noticia/6/466849/cascavel-abre-prazo-online-para-pedido-de-uniformes-escolares-2026
https://cgn.inf.br/noticia/2152432/inscricoes-para-quem-quer-participar-do-desfile-civico-militar-de-7-de-setembro-terminam-sexta-feira-24
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