SER MULHER: VOZES QUE TRANSFORMAM – Transformando experiências femininas em conhecimento, memória institucional e equidade de gênero

  • Entidade(s) Responsável(is): A prática foi concebida, coordenada e executada pela Ouvidoria das Mulheres do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pela idealização, planejamento, regulamentação, acompanhamento e monitoramento de todas as etapas do projeto.  A iniciativa contou com o apoio e a atuação integrada de diferentes unidades institucionais, formando uma rede colaborativa voltada à promoção da equidade de gênero, da valorização das mulheres e da preservação da memória institucional: 
    • Ouvidoria das Mulheres do Superior Tribunal de Justiça – coordenação geral, concepção, governança e execução da iniciativa; 
    • Comitê Humaniza STJ – apoio institucional e fortalecimento das ações de humanização e valorização das pessoas; 
    • Comissão para Igualdade de Gênero (COMIG) – articulação das diretrizes relacionadas à equidade de gênero e diversidade; 
    • Diretoria-Geral do STJ – suporte institucional e administrativo; 
    • Secretaria de Comunicação Social – elaboração da estratégia de divulgação, cobertura institucional e disseminação dos resultados; 
    • Biblioteca Ministro Oscar Saraiva – catalogação, preservação, disponibilização digital da coletânea e integração do conteúdo ao acervo institucional permanente. 
    A governança compartilhada entre essas unidades possibilitou integrar cultura, gestão do conhecimento, memória institucional, comunicação e políticas de equidade em uma única iniciativa, ampliando seu alcance, sustentabilidade e potencial de replicação. 
  • Categorias da Gestão da Informação: Preservação da Memória Institucional, Gestão do Conhecimento Organizacional, Outros Temas em Gestão da Informação na Esfera Pública
  • Palavras-chave: Equidade de Gênero, Gestão do Conhecimento, Escuta Qualificada, Direitos Humanos, Memória Institucional

Resumo executivo

“Ser Mulher: Vozes que transformam” é uma iniciativa da Ouvidoria das Mulheres do Superior Tribunal de Justiça criada para ampliar espaços de escuta qualificada, expressão, pertencimento e valorização das mulheres por meio da literatura. A prática utiliza a escrita como instrumento de gestão do conhecimento, preservação da memória institucional e promoção da equidade de gênero, transformando experiências individuais em patrimônio coletivo de aprendizagem, reflexão e transformação organizacional. 

A iniciativa surgiu da necessidade de criar mecanismos inovadores de participação capazes de registrar vivências frequentemente ausentes dos instrumentos tradicionais de gestão, especialmente aquelas relacionadas à maternidade, liderança feminina, violência de gênero, racismo estrutural, envelhecimento, autonomia, saúde mental, diversidade e desafios enfrentados pelas mulheres nos espaços profissionais e sociais. 

A prática foi criada para ampliar os espaços de expressão, escuta e protagonismo das mulheres que integram a comunidade do Tribunal, estimulando a produção de textos inéditos nas modalidades poesia, cordel e crônica. Mais do que um concurso, a iniciativa promove o reconhecimento de diferentes trajetórias e incentiva reflexões sobre identidade, pertencimento, respeito e inclusão. 

Idealizada e executada durante o período de recesso do Poder Judiciário, com equipe reduzida e recursos exclusivamente institucionais, a prática estruturou em poucas semanas toda a sua governança, incluindo regulamentação, parecer jurídico, edital, comissão organizadora, curadoria especializada, comunicação institucional, avaliação técnica, cerimônia de reconhecimento e publicação da obra final. 

A primeira edição mobilizou magistradas, servidoras, colaboradoras, estagiárias e aposentadas do STJ, resultando em 37 inscrições e 37 textos selecionados, distribuídos entre os gêneros crônica (24), poesia (11) e cordel (2). As produções deram origem à “Coletânea Literária Ser Mulher – 2026”, publicada em formato físico e digital, com ISBN, ficha catalográfica e integração ao acervo institucional do Tribunal, contribuindo para a preservação da memória feminina no Poder Judiciário. 

O alcance da iniciativa foi ampliado por meio de uma estratégia multicanal de comunicação e disseminação do conhecimento. As ações registraram 2.567 visualizações e 133 interações espontâneas, além de 433 visualizações dos vídeos produzidos com as autoras premiadas. Também foram produzidos 150 exemplares impressos da coletânea, dos quais 135 já foram distribuídos, bem como 400 marcadores de página com QR Code para acesso à versão digital, com 280 unidades já distribuídas. 

A prática ultrapassou os limites de um concurso literário e consolidou um ciclo contínuo de valorização das mulheres, composto por publicação institucional, cerimônia de premiação, recital das obras selecionadas, vídeos temáticos e roda de conversa sobre escrita, maternidade e experiências femininas. Esses desdobramentos fortaleceram redes de apoio, ampliaram a reflexão institucional sobre equidade de gênero e estimularam o sentimento de pertencimento entre as participantes. 

Como principal legado, a iniciativa transformou a literatura em ferramenta de escuta institucional, gestão do conhecimento e memória organizacional, permitindo que histórias individuais passassem a integrar o patrimônio cultural do Tribunal. O reconhecimento externo obtido com a seleção da prática para apresentação no ENAJUS 2026 reforça seu caráter inovador, seu potencial de replicação em outros órgãos públicos e sua contribuição para a construção de instituições mais humanas, inclusivas e participativas. 

Status Atual
Em Expansão
Premiações recebidas
Sim
Financiamento externo
Não
Website da Prática
http://Portal%20da%20Ouvidoria%20do%20Superior%20Tribunal%20de%20Justiça%20(STJ)%20%20https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Contato-e-ajuda/Fale-conosco/Ouvidoria%20%20%20Biblioteca%20Digital%20Jurídica%20do%20STJ%20(BDJur)%20–%20disponibilização%20permanente%20da%20coletânea%20literária,%20assegurando%20preservação%20da%20memória%20institucional%20e%20acesso%20público%20ao%20conteúdo%20produzido.%20%20https://bdjur.stj.jus.br/entities/publication/aee4153e-5d9d-439f-929c-5905fd1c827f%20%20%20Coletânea%20Literária%20Ser%20Mulher%20–%202026%20(ISBN,%20versão%20digital%20e%20acervo%20institucional%20permanente).%20%20https://bdjur.stj.jus.br/entities/publication/aee4153e-5d9d-439f-929c-5905fd1c827f%20%20%20Notícia%20institucional%20de%20lançamento%20do%20concurso,%20divulgada%20nos%20canais%20oficiais%20do%20STJ,%20com%20apresentação%20de%20objetivos,%20critérios,%20público-alvo%20e%20formas%20de%20participação.%20A%20iniciativa%20foi%20destacada%20como%20ação%20voltada%20à%20valorização%20das%20vozes%20femininas,%20à%20promoção%20da%20equidade%20de%20gênero%20e%20ao%20fortalecimento%20da%20escuta%20qualificada.%20Ser-Mulher-femininas-Intranet%20%20%20Portal%20de%20Comunicação%20Interna%20(Conexão%20STJ)%20–%20divulgação%20das%20inscrições,%20resultados,%20premiação%20e%20desdobramentos%20do%20projeto.%20%20https://stjjus.sharepoint.com/sites/ConexaoSTJ/SitePages/Ser-Mulher--STJ-lan%C3%A7a-concurso-liter%C3%A1rio-para-celebrar-vozes-femininas.aspx%20%20%20Canal%20institucional%20do%20STJ%20no%20YouTube%20–%20vídeos%20de%20divulgação,%20cobertura%20da%20premiação%20e%20depoimentos%20das%20autoras%20selecionadas.%20%20https://youtu.be/DJfiANx_ldc?si=IS8EfVAncTZlzP_G%20%20%20%20A%20disponibilização%20da%20Coletânea%20na%20Biblioteca%20Digital%20Jurídica%20do%20STJ,%20associada%20à%20divulgação%20em%20canais%20institucionais%20e%20conteúdos%20audiovisuais,%20assegura%20a%20preservação%20permanente%20da%20memória%20produzida%20pelo%20projeto,%20amplia%20seu%20alcance%20para%20além%20da%20comunidade%20interna%20do%20Tribunal%20e%20fortalece%20seu%20potencial%20de%20replicação%20por%20outras%20instituições%20públicas.%20

Vídeo explicativo

Motivação e Justificativa

Apesar dos avanços institucionais e normativos relacionados à igualdade de gênero, permanecem desafios significativos quanto à visibilidade das experiências femininas nos ambientes organizacionais. Temas como maternidade, violência de gênero, discriminação, assédio, racismo estrutural, sobrecarga de trabalho, saúde mental, envelhecimento e ascensão profissional frequentemente permanecem invisíveis nos registros formais da administração pública, limitando a compreensão institucional sobre a realidade vivenciada por muitas mulheres. 

Nesse contexto, a Ouvidoria das Mulheres do Superior Tribunal de Justiça identificou a oportunidade de desenvolver uma estratégia inovadora de escuta qualificada capaz de ampliar a participação das mulheres e transformar experiências individuais em conhecimento institucional compartilhado. A literatura foi escolhida como instrumento de expressão, reflexão e produção de sentido, permitindo que histórias pessoais se convertessem em memória organizacional e patrimônio cultural da instituição. 

Mais do que um concurso literário, o “Ser Mulher: Vozes que transformam” foi concebido como uma prática de valorização humana, gestão do conhecimento e fortalecimento da cultura institucional. A iniciativa criou um ambiente seguro para que magistradas, servidoras, colaboradoras, estagiárias e aposentadas pudessem compartilhar suas vivências, percepções e trajetórias, promovendo reconhecimento, acolhimento e pertencimento. 

Os desafios enfrentados pelas mulheres extrapolam a esfera privada e impactam diretamente os ambientes de trabalho. Desigualdades históricas, violência de gênero, invisibilização de trajetórias, estereótipos e barreiras estruturais continuam influenciando experiências profissionais e oportunidades de desenvolvimento. Diante desse cenário, tornou-se necessário criar mecanismos que ultrapassassem o caráter meramente comemorativo das ações institucionais, oferecendo espaços efetivos de escuta, visibilidade e protagonismo. 

A proposta também partiu do entendimento de que a escuta institucional não deve se limitar a pesquisas, formulários ou canais formais de manifestação. Narrativas pessoais, memórias e experiências de vida revelam informações valiosas para a construção de instituições mais humanas, inclusivas e comprometidas com os direitos humanos. Ao reconhecer essas narrativas como ativos institucionais, a prática amplia o conceito de gestão da informação e fortalece a capacidade organizacional de aprender com as pessoas que integram a instituição. 

Ao transformar relatos individuais em memória coletiva, o projeto contribuiu para preservar experiências femininas frequentemente ausentes dos registros oficiais, fortalecendo a diversidade de perspectivas presentes no patrimônio institucional do Tribunal. A coletânea resultante consolidou-se como um instrumento permanente de conhecimento, reflexão e sensibilização, ampliando o alcance das discussões sobre equidade de gênero dentro e fora da organização. 

Dessa forma, a prática respondeu simultaneamente a três necessidades institucionais: promover a valorização das mulheres, fortalecer mecanismos de escuta qualificada e preservar conhecimentos produzidos a partir das experiências humanas. Com baixo custo, elevado potencial de engajamento e ampla capacidade de replicação, o Ser Mulher: Vozes que transformam demonstrou que a literatura pode atuar como ferramenta estratégica de gestão do conhecimento, memória institucional e transformação cultural, contribuindo para a construção de ambientes mais inclusivos, participativos e comprometidos com a equidade de gênero. 

Síntese da Motivação 

 Problema identificado: invisibilidade das experiências femininas nos registros institucionais e ausência de mecanismos estruturados para transformar essas vivências em conhecimento organizacional.  

Solução adotada: utilização da literatura como ferramenta de escuta qualificada, gestão do conhecimento, valorização das mulheres e preservação da memória institucional.  

Resultado esperado: fortalecimento da equidade de gênero, ampliação da participação feminina, produção de conhecimento institucional e consolidação de uma cultura organizacional mais inclusiva, participativa e humanizada. 

Objetivos ODS: 
  • 5 - Igualdade de gênero
  • 10 - Redução das desigualdades
  • 16 - Paz, justiça e instituições eficazes
Inovação e diferencial: 

O principal diferencial do Ser Mulher: Vozes que Transformam está na utilização da literatura como ferramenta estratégica de gestão do conhecimento, escuta qualificada e preservação da memória institucional. 

Embora concursos literários sejam tradicionalmente associados à promoção cultural, a iniciativa inovou ao transformar a produção literária em um mecanismo estruturado de participação institucional, valorização das mulheres e produção de conhecimento organizacional. A prática permitiu converter experiências individuais em patrimônio coletivo de conhecimento e memória, ampliando a compreensão institucional sobre desafios, vivências e contribuições das mulheres no ambiente de trabalho e na sociedade. 

Em vez de se limitar a uma ação comemorativa alusiva ao Dia Internacional da Mulher, o STJ estruturou uma metodologia integrada que articula: 

  • produção cultural; 
  • escuta qualificada; 
  • gestão do conhecimento; 
  • participação institucional; 
  • valorização da diversidade; 
  • promoção dos direitos humanos; 
  • preservação da memória institucional. 

A literatura deixou de ser apenas uma manifestação artística para se tornar um instrumento de compreensão da realidade institucional. A iniciativa também ampliou o conceito de gestão da informação no setor público ao reconhecer narrativas, memórias, experiências e percepções como fontes legítimas de conhecimento organizacional, aprendizado institucional e produção de valor público. 

Outro diferencial foi a construção de uma governança estruturada e transparente, composta por parecer jurídico, regulamentação formal, edital público, critérios objetivos de avaliação, curadoria multidisciplinar especializada, mecanismos de prevenção de conflitos de interesse e preservação dos direitos autorais das participantes. Essa estrutura assegurou legitimidade, segurança jurídica, imparcialidade e qualidade técnica ao processo. 

Ao valorizar as histórias e experiências das mulheres que integram a instituição, a prática também contribuiu para o fortalecimento da identidade institucional, ampliando o sentimento de pertencimento, reconhecimento e compromisso com os valores organizacionais relacionados à dignidade humana, à diversidade e à equidade de gênero. 

Também se destaca a criação de um ciclo contínuo de geração, preservação e disseminação do conhecimento, abrangendo chamada pública, seleção das obras, publicação da coletânea com ISBN, cerimônia de premiação, recital literário, produção de conteúdos audiovisuais, roda de conversa e disponibilização permanente do conteúdo na Biblioteca Digital Jurídica do STJ (BDJur). Dessa forma, o conhecimento produzido permaneceu acessível e relevante mesmo após o encerramento do concurso. 

Além de seus resultados culturais, o projeto fortaleceu a participação feminina, ampliou espaços de escuta institucional, promoveu reflexão sobre temas relacionados aos direitos humanos e consolidou um acervo permanente de memória organizacional produzido pelas próprias integrantes da instituição. 

Seu caráter inovador reside justamente na capacidade de integrar cultura, gestão do conhecimento, gestão da informação, memória institucional, direitos humanos e equidade de gênero em uma única iniciativa de baixo custo, alta capacidade de mobilização, elevada replicabilidade e grande potencial de adaptação por outros órgãos da Administração Pública. 

O caráter inovador da prática não está apenas na realização de um concurso literário, mas na criação de uma metodologia capaz de transformar expressão artística em conhecimento institucional, memória organizacional e instrumento de participação. Dessa forma, o projeto converteu experiências individuais em ativos informacionais permanentes, gerando valor público, fortalecendo a cultura organizacional e ampliando a capacidade institucional de aprender com as pessoas que integram a organização. 

Contexto e Alcance

Entidade responsável

A prática foi concebida, coordenada e executada pela Ouvidoria das Mulheres do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pela idealização, planejamento, regulamentação, acompanhamento e monitoramento de todas as etapas do projeto. 

A iniciativa contou com o apoio e a atuação integrada de diferentes unidades institucionais, formando uma rede colaborativa voltada à promoção da equidade de gênero, da valorização das mulheres e da preservação da memória institucional: 

  • Ouvidoria das Mulheres do Superior Tribunal de Justiça – coordenação geral, concepção, governança e execução da iniciativa; 
  • Comitê Humaniza STJ – apoio institucional e fortalecimento das ações de humanização e valorização das pessoas; 
  • Comissão para Igualdade de Gênero (COMIG) – articulação das diretrizes relacionadas à equidade de gênero e diversidade; 
  • Diretoria-Geral do STJ – suporte institucional e administrativo; 
  • Secretaria de Comunicação Social – elaboração da estratégia de divulgação, cobertura institucional e disseminação dos resultados; 
  • Biblioteca Ministro Oscar Saraiva – catalogação, preservação, disponibilização digital da coletânea e integração do conteúdo ao acervo institucional permanente. 

A governança compartilhada entre essas unidades possibilitou integrar cultura, gestão do conhecimento, memória institucional, comunicação e políticas de equidade em uma única iniciativa, ampliando seu alcance, sustentabilidade e potencial de replicação. 

Público-alvo

O público-alvo da iniciativa foi composto pelas mulheres integrantes da comunidade institucional do Superior Tribunal de Justiça, incluindo magistradas, servidoras, colaboradoras, estagiárias e aposentadas. 

PERFIL DAS AUTORAS SELECIONADAS (n=37) 

Servidoras 🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦 32 (86,5%) 

Colaboradoras 🟩🟩 3 (8,1%) 

Magistrada 🟨 1 (2,7%) 

Aposentada 🟧 1 (2,7%) 

Os resultados demonstraram ampla adesão e elevado grau de representatividade institucional, com 37 inscrições recebidas e 37 textos publicados na Coletânea Literária Ser Mulher – 2026. 

OBRAS PUBLICADAS 

Crônicas 🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦 24 (64,9%) 

Poesias 🟩🟩🟩🟩🟩🟩 11 (29,7%) 

Cordéis 🟨 2 (5,4%) 

Os dados evidenciam a ampla adesão das servidoras e a capacidade da iniciativa de alcançar diferentes grupos que compõem a comunidade institucional do Tribunal. A predominância de servidoras, combinada à participação de magistrada, colaboradoras e aposentada, permitiu registrar múltiplas perspectivas sobre o tema “Ser Mulher”, fortalecendo a representatividade, a diversidade de experiências e a construção de um patrimônio coletivo de conhecimento e memória institucional. 

Parceria e participação social
Sim
Beneficiários finais

O público-alvo da iniciativa foi composto pelas mulheres integrantes da comunidade institucional do Superior Tribunal de Justiça, incluindo magistradas, servidoras, colaboradoras, estagiárias e aposentadas. 

PERFIL DAS AUTORAS SELECIONADAS (n=37) 

Servidoras 🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦 32 (86,5%) 

Colaboradoras 🟩🟩 3 (8,1%) 

Magistrada 🟨 1 (2,7%) 

Aposentada 🟧 1 (2,7%) 

Os resultados demonstraram ampla adesão e elevado grau de representatividade institucional, com 37 inscrições recebidas e 37 textos publicados na Coletânea Literária Ser Mulher – 2026. 

OBRAS PUBLICADAS 

Crônicas 🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦🟦 24 (64,9%) 

Poesias 🟩🟩🟩🟩🟩🟩 11 (29,7%) 

Cordéis 🟨 2 (5,4%) 

Os dados evidenciam a ampla adesão das servidoras e a capacidade da iniciativa de alcançar diferentes grupos que compõem a comunidade institucional do Tribunal. A predominância de servidoras, combinada à participação de magistrada, colaboradoras e aposentada, permitiu registrar múltiplas perspectivas sobre o tema “Ser Mulher”, fortalecendo a representatividade, a diversidade de experiências e a construção de um patrimônio coletivo de conhecimento e memória institucional. 

Escopo jurisdicional
Federal
Nível de alcance
Estadual Nacional
Local de implantação

Brasília – Distrito Federal 

Superior Tribunal de Justiça (STJ) 

A prática foi implantada no Superior Tribunal de Justiça (STJ), órgão de cúpula da Justiça comum brasileira, sediado em Brasília/DF. Sua implementação ocorreu no âmbito da Ouvidoria das Mulheres, com articulação intersetorial envolvendo o Comitê Humaniza STJ, a Comissão para Igualdade de Gênero (COMIG), a Secretaria de Comunicação Social, a Biblioteca Ministro Oscar Saraiva e demais unidades parceiras. 

O projeto foi direcionado à comunidade institucional do Tribunal, contemplando magistradas, servidoras, colaboradoras, estagiárias e aposentadas, além de mulheres vinculadas à Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) pertencentes ao quadro de pessoal do STJ. 

Embora sua implantação tenha ocorrido no contexto do Superior Tribunal de Justiça, a metodologia desenvolvida apresenta potencial de adaptação e replicação em outros órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública. 

Resultados e Impacto

O “Ser Mulher: Vozes que transformam” foi concebido com o objetivo de ampliar espaços de escuta qualificada, valorização das mulheres e preservação da memória institucional por meio da literatura. A iniciativa buscou transformar experiências individuais em conhecimento compartilhado, fortalecendo a cultura organizacional baseada na diversidade, no respeito e na equidade de gênero. 

Objetivo 1: Criar um espaço institucional de expressão, escuta e valorização das experiências femininas 

Resultado alcançado 

A iniciativa proporcionou um ambiente seguro para que mulheres com diferentes trajetórias profissionais compartilhassem vivências, memórias e perspectivas por meio da literatura. 

Foram publicados 37 textos inéditos, evidenciando a pluralidade de vozes femininas presentes na instituição e ampliando a visibilidade de temas frequentemente ausentes dos registros formais da administração pública. 

OBRAS PUBLICADAS 

🟦 Crônicas 24 (64,9%) 

🟩 Poesias 11 (29,7%) 

🟨 Cordéis 2 (5,4%) 

TOTAL 37 

 

Objetivo 2: Incentivar o protagonismo feminino e fortalecer o sentimento de pertencimento institucional 

Resultado alcançado 

O concurso mobilizou mulheres de diferentes segmentos do STJ, ampliando a representatividade e promovendo o reconhecimento das diversas experiências femininas que compõem a instituição. 

PERFIL DAS AUTORAS SELECIONADAS 

🟦 Servidoras 32 (86,5%) 

🟩 Colaboradoras 3 (8,1%) 

🟨 Magistrada 1 (2,7%) 

🟧 Aposentada 1 (2,7%) 

TOTAL 37 

 

A diversidade de perfis contribuiu para fortalecer o sentimento de pertencimento, ampliar a participação institucional e valorizar trajetórias frequentemente invisibilizadas. 

Objetivo 3: Utilizar a literatura como ferramenta de sensibilização, diálogo e promoção da equidade de gênero 

Resultado alcançado 

As produções literárias abordaram temas relacionados à maternidade, violência de gênero, racismo estrutural, diversidade, envelhecimento, liderança feminina, autonomia, direitos humanos, cuidado, resistência e transformação social. 

A iniciativa possibilitou ampliar a reflexão institucional sobre as diferentes experiências femininas e contribuiu para a construção de um ambiente mais sensível às questões relacionadas à equidade de gênero. 

 

Objetivo 4: Fortalecer uma cultura organizacional baseada no respeito, na diversidade e na escuta qualificada 

Resultado alcançado 

O projeto transformou narrativas individuais em patrimônio coletivo de conhecimento e memória institucional. 

A publicação da “Coletânea Literária Ser Mulher – 2026″, com ISBN e disponibilização permanente na Biblioteca Digital Jurídica do STJ (BDJur), assegurou a preservação e disseminação das experiências compartilhadas, ampliando o alcance da prática para além da duração do concurso. 

Além disso, a iniciativa gerou desdobramentos institucionais como: 

  • cerimônia de premiação; 
  • recital literário; 
  • produção de vídeos institucionais; 
  • roda de conversa sobre escrita, maternidade e experiências femininas; 
  • disponibilização permanente do conteúdo em ambiente digital. 

INDICADORES GERAIS DA PRÁTICA 

👩 Participantes………………………………37 

📚 Obras publicadas……………………………37 

✅ Taxa de aproveitamento……………………100% 

📝 Crônicas…………………………………..24 

✍️ Poesias……………………………………11 

📖 Cordéis…………………………………….2 

👥 Curadores especialistas……………………..9 

📘 Coletânea com ISBN………………………….1 

📕 Exemplares impressos………………………150 

📗 Exemplares distribuídos……………………135 

🔖 Marcadores produzidos……………………..400 

🔖 Marcadores distribuídos……………………280 

🎤 Cerimônia de premiação………………………………..1 

🎭 Recital literário…………………………………………….1 

🎥 Vídeos institucionais……………………………………..3 

🗣️ Roda de conversa………………………………………….1 

🏆 Seleção para apresentação no ENAJUS 2026………1 

 

Resultado Global 

O “Ser Mulher: Vozes que transformam” demonstrou que a literatura pode atuar como uma poderosa ferramenta de gestão do conhecimento, escuta qualificada, valorização das pessoas e preservação da memória institucional. Com baixo custo, elevada capacidade de mobilização e forte potencial de replicação, a iniciativa fortaleceu a participação feminina, promoveu reflexão sobre equidade de gênero e consolidou um legado permanente para a comunidade institucional do Superior Tribunal de Justiça. 

 

Resultados qualitativos 

A prática revelou uma demanda significativa por espaços institucionais de expressão, escuta e pertencimento. Os retornos recebidos durante a cerimônia de premiação, nas mensagens encaminhadas à equipe organizadora, nos conteúdos audiovisuais produzidos e na roda de conversa realizada após o concurso evidenciaram o impacto da iniciativa na valorização das mulheres e no fortalecimento dos vínculos institucionais. 

As participantes relataram sentimentos de acolhimento, reconhecimento, protagonismo e pertencimento, demonstrando que a iniciativa produziu resultados que ultrapassam a dimensão cultural e alcançam aspectos relacionados ao bem-estar, à inclusão, à humanização institucional e à valorização das trajetórias femininas. 

Os depoimentos recebidos evidenciam a percepção positiva da prática: 

“Parabéns a todos vocês! Amei tudo. Muito honrada em fazer parte de uma ação tão grandiosa.” 

“O edital do concurso é de uma riqueza que merece ser comentada. O texto utilizado para avaliação é fonte de inspiração para quem participou do certame. Vocês arrasaram.” 

“O vídeo sobre o concurso Ser Mulher ficou lindo! Parabéns a todas que participaram do concurso e do evento. Arrasaram!” 

Além da produção literária, a iniciativa estimulou reflexões sobre identidade, maternidade, diversidade, violência de gênero, autocuidado, direitos humanos e pertencimento institucional, contribuindo para ampliar a consciência coletiva sobre a importância da equidade de gênero e da valorização das mulheres nos ambientes organizacionais. 

Os resultados qualitativos demonstram que o projeto não apenas produziu uma coletânea literária, mas também fortaleceu a cultura institucional de escuta qualificada, respeito à diversidade e reconhecimento das vozes femininas, consolidando-se como uma ferramenta inovadora de gestão do conhecimento e humanização institucional. 

Critério
Classificação
Justificativa
Escalabilidade
Muito alto

O “Ser Mulher: Vozes que Transformam” apresenta elevado potencial de escalabilidade por utilizar uma metodologia simples, estruturada e de baixo custo, baseada predominantemente em recursos humanos, tecnológicos e institucionais já disponíveis nas organizações públicas.

A iniciativa demonstrou ser capaz de alcançar um número crescente de participantes sem demandar ampliação proporcional de recursos financeiros, infraestrutura ou equipe. As etapas de inscrição, comunicação, recebimento das produções, avaliação, publicação e divulgação podem ser realizadas por meio de ferramentas digitais amplamente disponíveis na Administração Pública, reduzindo custos operacionais e facilitando a expansão do projeto.

A experiência realizada no Superior Tribunal de Justiça comprovou a viabilidade da metodologia mesmo em um contexto de prazo reduzido, equipe enxuta e ausência de financiamento externo, evidenciando sua capacidade de crescimento sustentável.

FATORES DE ESCALABILIDADE

🟦 Baixo custo operacional

🟦 Governança estruturada

🟦 Processo integralmente documentado

🟦 Utilização de ferramentas digitais existentes

🟦 Comunicação institucional já disponível

🟦 Possibilidade de participação remota

🟦 Produção e disseminação digital do conteúdo

🟦 Alta capacidade de mobilização social

Além da ampliação do número de participantes, o modelo permite sua expansão para diferentes públicos, territórios e contextos institucionais, mantendo sua essência e seus objetivos estratégicos.

Potencial de Expansão

A metodologia pode ser implementada em:

-tribunais e conselhos do Sistema de Justiça;
-órgãos do Poder Executivo;
-órgãos do Poder Legislativo;
-universidades públicas;
-defensorias públicas;
-ministérios públicos;
-órgãos de controle;
-escolas de governo;
-instituições interessadas em promover diversidade, equidade e inclusão.

Replicabilidade
Muito alto

O Concurso Literário “Ser Mulher” apresenta potencial de expansão para diferentes áreas e instituições por abordar uma temática ampla e de relevância social, relacionada às questões de gênero, desigualdades, desafios, vivências e trajetórias femininas.

A utilização da literatura e de diferentes expressões artísticas, como poesia, crônica e cordel, amplia a capacidade de alcance da iniciativa, permitindo a participação de públicos diversos e o contato com diferentes realidades, experiências e perspectivas.

Por sua natureza cultural, educativa e inclusiva, a prática pode ser adaptada e replicada em outros órgãos públicos, áreas e contextos institucionais, fortalecendo espaços de escuta, reconhecimento, diálogo e valorização das pessoas, com baixo custo de implementação e grande potencial de impacto.

Toda a metodologia encontra-se formalmente registrada e documentada por meio de:
-Processo SEI;
-Parecer jurídico;
-Memorial de regulamentação;
-Edital;
-Portaria da curadoria;
-Critérios de avaliação;
-Modelo de governança;
-Estratégias de comunicação;
-Coletânea publicada.

Essa documentação permite que outros órgãos reproduzam integralmente ou adaptem a experiência para suas realidades institucionais.

Sustentabilidade
Muito alto

O Concurso Literário “Ser Mulher” apresenta sustentabilidade por ser uma iniciativa de baixa complexidade operacional e sem necessidade de grandes recursos financeiros ou estruturais. Sua continuidade pode ser garantida a partir do uso de modelos já desenvolvidos e testados, como edital, regulamento, critérios de avaliação e pontuações previamente definidos, permitindo novas edições com ajustes pontuais conforme a realidade institucional.

A prática depende principalmente do engajamento das participantes e da mobilização institucional, podendo utilizar ferramentas virtuais para inscrições, divulgação, comunicação e recebimento das produções, reduzindo custos e ampliando o alcance. A publicação da coletânea em formato digital possibilita ampla disseminação das obras, preservação do conteúdo e acesso permanente ao material produzido.

Além disso, os debates, encontros e ações de divulgação relacionados ao projeto podem ser realizados e transmitidos por meio de plataformas online, permitindo maior participação, registro histórico e disponibilidade futura dos conteúdos. Dessa forma, a iniciativa combina baixo custo, facilidade de manutenção e potencial de continuidade, consolidando-se como uma prática sustentável de valorização das pessoas, promoção da equidade e fortalecimento da cultura institucional.

A sustentabilidade da prática está fundamentada em três pilares:

Institucional

A iniciativa foi incorporada às ações da Ouvidoria das Mulheres e articulada com o Comitê Humaniza STJ e a Comissão para Igualdade de Gênero.

Documental

A metodologia encontra-se integralmente registrada em atos administrativos, garantindo continuidade independentemente de alterações nas equipes.

Cultural

O impacto positivo identificado entre as participantes fortaleceu a expectativa de continuidade da iniciativa em futuras edições.

A primeira edição demonstrou viabilidade técnica, operacional e financeira para sua manutenção no longo prazo.

Impacto realizado ou potencial:

PAINEL EXECUTIVO DE IMPACTO

👩 Participantes………………………………37

📚 Obras publicadas……………………………37

✅ Taxa de aproveitamento……………………100%

🏛 Instituições representadas na curadoria……….6

👥 Curadores especialistas……………………..9

📘 Coletânea com ISBN………………………….1

👀 Visualizações das publicações…………….2.567

👍 Interações registradas……………………133

🎥 Visualizações dos vídeos……………………433

📕 Exemplares impressos………………………150

📗 Exemplares distribuídos……………………135

🔖 Marcadores produzidos……………………..400

🔖 Marcadores distribuídos……………………280

🗣️ Roda de conversa…………………………..1

🏆 Seleção para apresentação no ENAJUS 2026………1

O Concurso Literário “Ser Mulher” contribui para o fortalecimento da administração do Judiciário ao utilizar a cultura e a literatura como ferramentas de gestão de pessoas, promoção da equidade e valorização da diversidade. A iniciativa amplia espaços institucionais de escuta, participação e reconhecimento, fortalecendo uma cultura organizacional mais humana, inclusiva e alinhada aos valores do Superior Tribunal de Justiça.

O impacto alcança autoras participantes, leitoras e leitores da coletânea, além dos públicos envolvidos nas rodas de conversa e debates promovidos a partir do concurso. A prática possibilita novas perspectivas sobre as experiências femininas, estimulando reflexões sobre gênero, desigualdades, desafios e trajetórias das mulheres, contribuindo para mudanças de percepção e fortalecimento do diálogo institucional.

No âmbito do STJ, o projeto reforça o papel da Ouvidoria das Mulheres como instrumento estratégico de promoção dos direitos humanos, escuta qualificada e enfrentamento das desigualdades, consolidando a pauta de equidade de gênero como tema transversal da gestão institucional.

Como legado, destaca-se a publicação da coletânea “Ser Mulher – Edição 2026”, que registra e dissemina as narrativas produzidas, constituindo um produto institucional de valor cultural e educativo. A iniciativa também apresenta potencial de ampla disseminação, tendo sido selecionada para desenvolvimento de relatório técnico expandido no ENAJUS 2026, oportunidade que permitirá ampliar sua visibilidade e compartilhar aprendizados com outras instituições do Judiciário e da Administração Pública.

Dessa forma, o concurso demonstra potencial para se consolidar como uma prática inovadora de gestão, capaz de fortalecer vínculos, promover pertencimento e contribuir para a construção de um Judiciário mais inclusivo, sensível e conectado às pessoas que o integram.

O impacto da prática pode ser observado a partir de indicadores quantitativos, qualitativos e institucionais.

Alcance Digital

Os vídeos produzidos com as autoras vencedoras alcançaram:
112 visualizações;
228 visualizações;
93 visualizações.
Total: 433 visualizações.

Difusão do Conhecimento

A publicação da coletânea permitiu ampliar o acesso ao conteúdo produzido:
150 exemplares impressos;
135 exemplares distribuídos;
400 marcadores produzidos;
280 marcadores distribuídos.

Esse material continua circulando e promovendo acesso ao acervo por meio do QR Code direcionado à versão digital da obra.

Impacto na Comunidade Institucional

A prática promoveu:
-Valorização das vozes femininas;
-Fortalecimento da identidade institucional;
-Ampliação da escuta qualificada;
-Criação de ambientes de diálogo;
-Incentivo à reflexão sobre igualdade de gênero;
-Fortalecimento das redes de apoio entre mulheres;
-Preservação da memória institucional.

Evidências Qualitativas

Uma participante registrou:

“Parabéns a todos vocês! Amei tudo. Muito honrada em fazer parte de uma ação tão grandiosa.”

A mesma autora destacou:

“O edital do concurso é de uma riqueza que merece ser comentada. O texto utilizado para avaliação é fonte de inspiração para quem participou do certame. Vocês arrasaram.”

Após a divulgação da premiação, outra servidora manifestou:

“O vídeo sobre o concurso Ser Mulher ficou lindo! Parabéns a todas que participaram do concurso e do evento. Arrasaram!”

Esses relatos demonstram que a prática foi percebida como uma oportunidade real de reconhecimento e valorização das experiências femininas dentro do Tribunal.

JORNADA DE TRANSFORMAÇÃO DA PRÁTICA

37 INSCRIÇÕES

37 TEXTOS SELECIONADOS

CURADORIA ESPECIALIZADA

COLETÂNEA COM ISBN

PREMIAÇÃO E RECITAL

VÍDEOS INSTITUCIONAIS

RODA DE CONVERSA

MEMÓRIA INSTITUCIONAL

ENAJUS 2026

Reconhecimento Externo

A seleção da prática para apresentação no ENAJUS 2026 constitui importante validação externa da qualidade, inovação e relevância da iniciativa, reforçando seu potencial de disseminação nacional.

Informações complementares

Governança, tecnologias e ferramentas:

O desenvolvimento do Concurso Literário “Ser Mulher” foi estruturado com ferramentas de gestão que garantiram transparência, organização, padronização e segurança em todas as etapas da iniciativa. 

Entre os principais instrumentos utilizados, destacam-se: 

  • Edital com critérios objetivos e orientativos: estabeleceu regras de participação, modalidades, requisitos, etapas de avaliação e critérios de pontuação, garantindo transparência, isonomia e clareza para todas as participantes. 
  • Comissão de curadoria especializada: formada por profissionais com conhecimento nas temáticas de gênero, literatura e direitos humanos, responsável pela análise das produções conforme os critérios previamente definidos, assegurando qualidade técnica e imparcialidade no processo de seleção. 
  • Gestão digital do processo: utilização de ferramentas online para inscrições, envio dos textos, organização das avaliações e comunicação com as participantes, promovendo eficiência operacional, redução de custos e maior alcance institucional. 
  • Termo de compromisso e autorização: instrumento de governança utilizado para formalizar responsabilidades, autorizações de uso das obras e aspectos relacionados à publicação e divulgação da coletânea. 
  • Planejamento colaborativo e acompanhamento institucional: articulação entre as áreas envolvidas para organização do cronograma, divulgação, execução das etapas e consolidação dos resultados. 

Essas ferramentas contribuíram para uma gestão estruturada da prática, assegurando transparência, participação, qualidade das entregas e possibilidade de replicação do modelo em outros contextos institucionais. 

Evidências documentais e links:
  • Coletânea “Ser Mulher – Edição 2026”
    Publicação institucional com os textos selecionados nas modalidades poesia, crônica e cordel, demonstrando o resultado final da prática, a diversidade de narrativas e o alcance da participação feminina no STJ. Apresentando dados quantitativos e qualitativos da prática, incluindo número de participantes, textos recebidos, modalidades, perfil das autoras, resultados da avaliação e principais aprendizados.
    Link: https://bdjur.stj.jus.br/entities/publication/aee4153e-5d9d-439f-929c-5905fd1c827f  
  • Relatório técnico expandido apresentado no ENAJUS 2026
    Produção técnica destinada a compartilhar metodologia, resultados e aprendizados da experiência, ampliando a disseminação da prática para outras instituições do Judiciário e da administração pública.